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Em tempos de Copa, Brasil atrasa pagamento do SUS

O País do futebol está prestes a receber a Copa do Mundo e, em meio a eventos pré-copa e distribuição de recursos para que as obras nos estádios estejam prontas até junho, o pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sofrendo consequências com o atraso no pagamento referente ao tratamento de pacientes em diálise, hemodiálise e transplante de rim. 

Até hoje, 20 de março, os governos estaduais e municipais não receberam a liberação do pagamento da Terapia Renal Substitutiva (TRS), feita pelo Ministério da Saúde, referente ao mês de janeiro/2014 e que deveria ter sido efetuado ainda em fevereiro deste ano. O pagamento está previsto para ser repassado somente em 30/03/2014 e as clínicas estão há dois meses sem recursos para pagar salários, insumos e fornecedores.



A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) já enviou ofício ao Ministro da Saúde solicitando providências imediatas para a regularização do pagamento. 

Em 2011, a ABCDT conseguiu negociar com o Ministério a antecipação dos prazos de pagamento de 60 para 30 dias e as clínicas passaram a ser pagas com base na produção do mês anterior. Isso representou um grande avanço, dando às clínicas uma condição econômica mais equilibrada. Em 2013, no entanto, com o foco na Copa do Mundo e nos protestos que tomaram conta do País, o pagamento novamente passou a sofrer atrasos. 

Hoje, cerca de 100 mil pacientes renais crônicos que dependem de tratamento dialítico para sobreviver e clínicas que os atendem e possuem obrigações tributárias e trabalhistas vêm enfrentado dificuldades na manutenção do tratamento. 

De acordo com levantamento da ABCDT, de 2009 a 2013, aproximadamente 29 clínicas fecharam as portas devido à insolvência financeira. 

Em tempos de Copa do Mundo, é certo que, como já expressou Ronaldo - o Fenômeno -, o evento não pode ser feito com a construção de novos hospitais. E, ao que tem sido mostrado, não sendo possível sequer manter um tratamento digno, humanitário e de direito de milhares de brasileiros que dependem de recursos financeiros provenientes do governo do futebol para sobreviver. 

A Renal Vida, assim como a ABCDT e demais clínicas brasileiras, pede uma solução rápida ao problema, para os deficientes renais crônicos não tenham seu tratamento - e vida - interrompidos.


A Renal Vida atende a 45 municípios do Estado e realiza transplantes em pacientes do Brasil todo.