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Diagnóstico Tardio

De acordo com o médico Itamar de Oliveira Vieira, um dos maiores problemas envolvendo as doenças renais está no diagnóstico tardio. Em muitos casos, observa, o paciente já chega com a função renal totalmente comprometida, necessitando de hemodiálise (processo em que o sangue é filtrado artificialmente por uma máquina, uma vez que os rins já não têm capacidade de fazer a filtragem) imediata. 

Estima-se que no Brasil, segundo o nefrologista, apenas um terço dos portadores de doença renal avançada recebem o tratamento adequado. Para que a enfermidade seja detectada precocemente é preciso ficar atento a alguns detalhes. 

Primeiro, sabendo-se que o diabetes, a pressão alta, as infecções e os cálculos urinários levam a complicações renais. Deve-se, nestes casos, consultar com um nefrologista ou o clínico que trata pacientes com estas doenças para avaliar a função renal. Pessoas que não têm estes problemas também podem desenvolver a doença. 

Os sintomas iniciais de nefropatia (doença renal) são palidez, fraqueza, inchume e alteração na urina (dificuldade para urinar e mudança na coloração). Quem portar estes sintomas deve procurar um médico para averiguar a possibilidade de ser um doente renal. Para possibilitar que o diagnóstico desta enfermidade seja feito mais cedo, antes que a doenças atinja um estágio onde já seja necessária a hemodiálise ou mesmo o transplante, a Associação Renal Vida pretende desencadear campanhas comunitária para detecção da doença. 

"A sociedade civil precisa estar organizada e consciente, para que este mal seja conhecido e tratado mais precocemente", afirma Itamar de Oliveira Vieira. Se não tratada, observa, a doença renal tem um alto grau de mortalidade, comparado ao do câncer.